Me pegando ao som exagerado do rock me identifiquei.Me identifiquei com o exagero das explosões de emoção a cada refrão. Com as distorções das guitarras assemelhando-se aos caminhos distorcidos da minha vida irreal.O baixo me encanta. Toca e age com um magnetismo inigualável ao meu corpo que não resiste e vai ao seu graves como que ao dançar abraçado. Os nuances cardíacos da minha sinfonia são instáveis, frenéticos, sutis e nervosos. Ansioso pelos contratempos que virão, ouso não me preparar para a próxima batida. Deixo que ela me balance surpreendentemente, me jogue, me arremate, me arrebate, me faça e me acabe. Mas ainda estou no comando ali sentado.
Os amores ao Ré menor me ganham e me tornam exageradamente não mais meu, não mais para mim. Ao serem tocadas minhas cordas vibram e esperam também tocar. Palco itinerante que sou, não quero o mundo aos meus pés,quero começar lavando seus pés para conquistá-lo com meus sorrisos cantados. Viram público vibrante tudo ao meu redor, vivos ou não. O céu, o sol, a lua, o mar e natureza são meus fans que quero agradecer. Devo muito a eles. Sem eles sou apenas vivo e não vivente, sou apenas ser e não humano, sou apenas nome e não eu.Mas sei que no final sempre me rendo ao sonho de ser eu da forma que sempre quis ser. E amar da forma mais adversa ao formal.