
Olhos. Sinceros olhos. Olhos que por mais que tentem esconder-se em seu fechar são decifrados pela feição e traduzidos pelos gestos. Gestos que têm seu ápice quando ao abraçar. Gestos que ao tocar, e apenas tocar, encanta como a mais linda varinha mágica do antigo mago. Mágica. Mágica é voz. Mágica é sorrir. Mágica é brincar. Mágica é estar. Tudo vale a pena quando é mágico. Tudo. As falácias já não são mais competentes na função de traduzir. O olhar e os gestos já fazem isso. E por mais incansáveis que sejam as palavras elas não se igualam a eles. O dar-se um ao outro é algo indescritível. O estar com o outro é inexplicável. Mesmo na existência das dúvidas do sucesso, mas a esperança vai tomando aos poucos o coração encantado. E na tentativa de não ser mais ele, quer ser mais. Quer ser dois.