6 de dez. de 2011

Era preciso a luz


Ao querer falar um dia, ao querer tentar mostrar o real, fui posto ao silêncio. Foi forte baixar a cabeça frente a palavras assassinas entrando aos ouvidos e com uma trilha composta por um silêncio assustador. Tive que calar. Não tinha mais nenhuma possibilidade de tentar. Tudo muito claro e tão incompreendido. Vi um dia um sorriso de mais rara calma acabar frente à atitude do fim. Vi a espada do guardião de um mundo que era só nosso, ser lançada ao peito de quem um dia era anjo e tornou-se, em mente alheia, caído, inútil, fútil, volátil e acima de tudo seco. Não era, mas assim foi encarado. Vi a ânsia pelo querer estar perto, tornar a necessidade da distância. A vontade de estar não mais existia e a de ajudar se perdeu. Era isso que um dia foi necessário. Ajudar. Apenas isso.Rompeu-se a aliança entre a calma e o sorriso.Fez-se como pó voando ao vento. Sem destino, sem forma e sem volta.

O socorro necessário veio inesperadamente e sorrateiramente forte. Uma mão estendeu-se e um abraço surgiu trazendo a calma e a força para o insistir ao sorrisos.Não podia mais encarar aquele que se pôs a ceifar com tanta cortesia. Já que ser cortez não era mais admirado.Uma luz tomou-me e , personificada,mexeu nas correntes antes colocadas aos portões do meu peito.Vivendo esse novo cenário, olho para trás e tenho a certeza de que um dia a compreensão será emergida das água antes tão claras.Enquanto isso, vivo o longe necessariamente seco, se assim que sou para alheias mentes. Guardo em mim a decepção com o que um dia poderia ter sorrido, mas assim não o fez. Quanto a minha luz, deixo que entre.No castelo que um dia foi iluminado,tornou-se sombrio, mas agora tem luz de suas profundezas ao alto de sua maior torre, minha mente.

Necessariamente desconheço-te.

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