19 de jul. de 2013

Prenúncio



Me vejo preso a uma sala escura, fria e bem fora do que sempre esperei. Tentei ligar a lâmpada e nada. Tentei esquentar um pouco, mas o clima permanece gelado. Nada é como eu esperei. Estou preso, amordaçado e sem ninguém pra me ouvir. Grito, grito alto e nada. Não sei o que faço. Dias atrás algo bateu na porta. Forma estranha pela sombra que vi. Tudo está me fazendo mal. Calado que estou por não poder falar, alimento uma porção de pensamentos explosivos dentro de mim. E aí eu volto para essa prisão. Algo precisa ser feito. Lágrimas diárias são rotina e a solidão já começa a dar sinais que chegou de vez. Tempos atrás tudo isso aconteceu e eu não soube lidar. Explodiu. Era tudo do mesmo jeito. Nessa época, recém saído das alegres rodas de conversas colegiais e com uma carga de ser adulto em cima das costas, minha estrutura não foi suficiente. Tudo explodiu. 

Eis que me vejo preso novamente. Sem sequer ser ouvido. Lágrimas rotineiras e diárias. Internas demais e externas disfarçadas. Tudo novamente. Triste por isso. A explosão tem sua contagem iniciada. 
Share: