Ele tava todo enrolado num mundo cheio de leis e regras pré determinadas antes dele tomar noção da sua existência. Tinha um montão de gente mostrando inúmeros caminhos pra seguir e assim ser feliz. Foi assim que o encontrei. Um menino com uma criança no olhar e um recém-nascido no coração. Era um ser engraçado de ver. Ele lembra de tudo o que viveu com uma linda lembrança. Da caminhada na praia com a sua primeira namoradinha até os bons tempos de colégio. O que era mais curioso eram os sonhos que tinha. Todos românticos e cheios de adrenalina. Quando os piores momentos chegam, ele olha pro céu e se entrega a tudo aquilo que acredita. Quando tudo está bem, ele se entrega a um medo de que algo vai dar errado a qualquer momento. E aí olha pro céu novamente. Era interessante ouvir o que ele dizia. Falava de pureza, inocência e mar. Sempre era o mar. Uma relação linda entre eles dois. Isso também acontecia com o fim de tarde, o rock dos anos 50, com os amigos que ama, com a família que ama ainda mais. A beleza das coisas, pessoas e das artes o encantam. A breguice também era amiga sua, assumidamente.
Fazia um tempo que não o encontrava. Hoje o vi caminhando com um rosto pós lágrimas. Ele me disse que está em dúvida sobre o futuro, sobre o que vai ser quando crescer, quanto tempo vão durar os bons momentos e quando acabarão os maus. Falou da saudade que vai sentir dos seus amores mais fortes. Disse também de como ainda olha pro céu para pedir,a gradecer e louvar sempre que pode. Pelas bençãos em amigos e pelas graças em realizações. Do quanto olha por todos aos redor. Ele clamava por sorrisos, mais sorrisos, ilimitados sorrisos. Um montão de gente ao redor e tudo em perfeita sintonia.
E por certezas.
Tenho certeza, é isso que ele quer.