Hoje tivemos uma manhã bem normal. Ela resolveu me acordar com um lindo sorriso no rosto, com uma brincadeira infantil e uma música que eu não sabia bem de onde era. Devia ser bem antiga mesmo. Olhei o relógio na parede e vi que estava no horário normal para acordar. Ela resolveu contar do sonho que teve e de como foi louco ver um prédio explodir e ela conseguir se livrar. Disse ainda que tinha uma criança com uma cara sinistra correndo atrás dela e, quanto mais ela corria, mais ela não saía do lugar. A gente rio pra caramba e ficou se acusando de louco. Depois do banho, fomos tomar café na cozinha. Um pãozinho quentinho, alguns ovos, bolo de cenoura e um café com leite.
O barulho dos talheres, dos pratos, da mexida da colher na xícara e da frigideira dominaram o ambiente. Tudo isso regado a uma conversa cotidiana. Do programa que viu, daquela música que ouviu e achou incrível e de como é absurdo aquela notícia da TV.
Num pequeno aparelho de som tocavam algumas músicas antigas que me remetem a lugares incríveis. Comentei isso com ela e ela disse que também se imagina no mesmo lugar. Me questiona sobre a coragem de viajar até lá e pergunto se ela tá louca. Ela diz que acharia super legal e me surpreende no desejo. Eu disse que vamos planejar tudo certinho. Ela falou que tudo bem, mas que pensasse com carinho. Afinal, meu desejo era também o desejo dela.
Saímos de casa e fomos ao trabalho. No caminho, a conversa sobre a viagem volta e me rendo em pedir pra ela procurar mais algumas informações sobre o destino. Chego no trabalho dela, ela desce do carro e diz que me ama. retribuo o beijo e as palavras. Continuo o caminho cantando uma música no carro no mais alto volume. Sigo.