25 de jan. de 2015

7º dia

Com o telefone na mão, estou desde as primeiras horas da manhã sem saber se te ligo ou assumo a máscara de uma noite incrível e só. Fazia muito tempo que não me sentia assim. Lembrei bem dos tempos de adolescente, quando eu ficava que nem um bobo deitado no sofá, ouvindo música e apenas pensando naquela menina de cabelos escuros e que insistia em usar uma calça jeans com uma blusinha azul que deixava o ombro exposto. No meio da nossa conversa, misturei o escuro daquele lugar, o brilho do seu olho e o piscar intenso que os meus estavam. Era louco demais. 

Você me falou do amor que teve, do que morreu e ressurgiu e do que você mesmo resolveu matar. Entre um copo e outro, mudei a bebida, nunca faço isso. Em alguns detalhes, como onde você estudou, o nome do seu tio que acha que me conhece e o restaurante que você gosta, eu me perdi. Não sabia mais o que falar. Era muita coisa acontecendo. Era a música que tocava, a minha mão constantemente segurando, a sua voz me falando pertinho do ouvido e a luz que pairava sobre você enquanto tudo isso acontecia. Ok, a luz que pairava acho que era viagem demais da minha cabeça.


Já fazem mais de 9 horas que tudo aconteceu .E  não consigo ainda entender como aquela menina que estava sozinha tomando cerveja na mesa do canto fosse se transformar na conversa mais legal dos meus últimos dias.  Dancei, te abracei e me aproximei muito do seu rosto. Ficou meio retratado na minha mente cada traço. A verdade é que eu resolvi escrever isso aqui tudo em um papelzinho pra te mandar. Achei melhor não. Essa expectativa de saudade me preenche mais. Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas que seja você. Que seja você. 
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