Não vou tentar que a poesia venha em meio a algo tão distante do que ela merece. Ela é sobrevivência. Vento interno que só vem à tona quando o ambiente permite. Seja o ambiente o tempo, espaço ou alguém. Certa vez, me perguntaram o que me inspira e eu não fazia ideia. Outra me perguntaram qual era o meu estilo de poesia.
Meu Nobre, eu nem sei se tenho estilo pra ir à padaria, imagina a minha poesia. Se você puder, inclusive, me joga um rótulo, por favor. Vai ser mais fácil dizer das coisas que escrevo. Fala algo bem bonito. Algo como Poesia de Bêbado, qualquer coisa assim. Só peço que, ao dar um nome, usa o que tiver de mais bonito aí. Tenho lá a minha suspeita sobre o que escrevo. É um espelho. Isso! Gente, descobri: SÃO ESPELHOS! Dá pra se ver, mas depende da iluminação ao redor. Ta aí, acho que tenho um caminho. São espelhos, ora. Por vezes quebrados, é verdade, mas ainda espelhos.