E se acontecer? O que vai ser? O que vai virar? Será que vai morrer? Não consigo entender os motivos que me levam a me importar. Em que momento isso me cravou o peito? Parece que a ferida cicatrizou com o punhal ainda aqui. Dói tocar. Ora, mas se depois me mantenho vivo, o que há de mais grave? Sentimento é algo tão mortal assim? Mais que pessoas?
O racional do meu discurso e a emoção do que sou realmente me jogaram numa linha tênue entre escolher e pensar. Amar e seguir. Na verdade, tenho pensado que, no final, o que importa é esse nosso universo mesmo. Tudo que sabemos que existe, está dentro de nós. Imagem, som e o que mais existir. Somos nós o universo, como templo mesmo.
Cheguei a um mero pensamento conclusivo. Cuidemos de nós. Não há nada lá fora. Estamos em si. Sabemos de si. Cuidemos de nós.