5 de ago. de 2020

Papel

Me faço papel da vida. Me deixando escrever qualquer história, levado pelo vento, sem pretensão de lugar parado. Por ser papel me queimo fácil, me amasso e não volto ao normal tão cedo. Boca, pele, corpo, tudo pode ser feito e refeito. Me unir a outros para ser mais um, e outro e outro…Me refazendo a toda hora. Jogado fora como descarte, novo com cheiro vazio a ser escrito. Coração duro pesa, alma de papel não eleva o coração. Me permiti ser assim. Folha. O mais próximo que consegui para ser natural. 

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