
Quando será que eu me apaixonei por você? Será que foi quando te vi dançando tão linda na minha frente? Será que foi quando, embalados pela música, tudo foi ficando inevitavelmente lindo? Será que foi quando você me deu aquele beijo que nunca esqueci? Seria tão fácil se apaixonar assim. Seria tão mais fácil me encantar ao que já é comum para se encantar .É muito mais fácil apaixonar-se pelas flores entregues, belo beijo quente, pela música envolvente ou pela beleza da dança. É muito mais fácil apaixonar-se pelas mensagens carinhosas na madrugada, nas manhãs e até durante a rotina diária. Mas como fui me apaixonar?
Amar. Isso é o que sempre senti. Amor. Vivendo a paixão me fiz encantado, mas conhecendo o amor me vi feliz. O amor veio pra mim. Como? O amor veio pra mim quando tentei te carregar no braço e quase te derrubei na frente da rua movimentada. Veio pra mim quando contei aquela mesma piada pela enésima vez e você riu como se fosse a primeira. Ele veio quando te vi com os olhinhos apreensivos quando soube que iria à minha casa pela primeira vez. Veio quando pensei em te mandar flores e disse que ia te dar. Mas te dei um abraço. E você estava sendo a pessoa mais feliz que eu conhecia. O amor traduziu-se em cartas. Cada letra, sílaba e frase que você escrevia pra mim, eram transportadas da folha cor-de-rosa com a marca de um beijo, até o meu coração. E de lá não saiu mais. O amor chegou pra mim quando de felicidade você chorou em meu ombro. Quando, olhando a lua, eu ia dizendo meus planos e via teu rosto de felicidade me dizendo, estou contigo.
O amor. Não fui tomado por ele de forma súbita. Mas aos poucos. De grão em grão da areia da praia. Tomado aos poucos como a maresia da noite no litoral. Me tomando, envolvendo, me fazendo mais eu. E sei que acima de tudo, esse sentimento está em mim, quando ao escrever tudo isso aqui, me vejo imerso. Sentindo-me doer. Sentindo sua falta. Querendo você aqui. E não morrendo, mas a cada dia mais vivendo a saudade. A saudade do teu amor.
Te amo.