
Pelas horas que vi, não quero mais. Com a segurança de um bolha voando pelo trânsito do meio dia. Me vi quieto. Reprovando com a certeza de que era preciso parar. Não é mais cômodo o sorrir sem ser feliz. A busca dos sorrisos só vale a pena quando eles são sinceros. Os sorrisos alheios são bons, mas os meus são fundamentais. Se isso fizer os outros sorrirem, esse é segredo. Na esperança de mais uma luta, percebo que minhas armaduras ficaram menos armas, e mais duras. Agora o silêncio faz parte. Abdico do ataque, mas não do dom de atirar. Nunca sei quando irei precisar. O futuro, dentro de sua incerteza, me vem como um fio de segurança, que até antes não existia.
O coração tornou-se silencioso, apaziguado, mas cheio e aquecido em cada batida. A mais rara calma faz toda a diferença. E é ainda melhor quando sorri na lágrima, pula do avião presa a você mesmo sabendo da ausência do pára-quedas. Quanto às raízes, ainda estão ali. Seguras e dando o chão. Um dia sei que não vão mais estar, mas não quero pensar assim. E quando não ouvir meu grito, não se assuste. É que descobri o valor do falar ao ouvido.