Acordei hoje com uma loucura silenciosa demais sabe? Não sei
de onde veio aquele beijo diferente abraçando com umas mãos fortes em mim. Veio
como um voo que fiz. Destruí poemas e quebrei bustos sisudos de poetas clichês.
Sai pisando nas pilhas de línguas soltas clamando por um ouvido inocente. Essa
lama de amor modelo fede. Encontrei nas desigualdades impactantes de uma parede
pichada uma beleza apaixonante. Ah sei lá! Não quero mais essa de ficar nas
idas e vindas de um circuito lógico. Vou chutar os livros que direcionam a esse
normal chato. Poesia, você pode ser melhor que isso. Aqui não tenho essa de
passar a mão na sua cabeça, mesmo nas idiotices que você fizer. Minha carne é
mais que sua ausência de forma. Formais, formadas, formatadas, forçadas e
forjadas. Agora vem aqui e diz na minha cara que eu estou errado! Deixe de
vomitar as merdas que acostumou sua voz. Concretize-se! Viver não mata! Voar
faz parte! Voltar é opcional! Te aguardo aqui de cima. Não morra tão baixa!
