23 de nov. de 2012

Destruição



Acordei hoje com uma loucura silenciosa demais sabe? Não sei de onde veio aquele beijo diferente abraçando com umas mãos fortes em mim. Veio como um voo que fiz. Destruí poemas e quebrei bustos sisudos de poetas clichês. Sai pisando nas pilhas de línguas soltas clamando por um ouvido inocente. Essa lama de amor modelo fede. Encontrei nas desigualdades impactantes de uma parede pichada uma beleza apaixonante. Ah sei lá! Não quero mais essa de ficar nas idas e vindas de um circuito lógico. Vou chutar os livros que direcionam a esse normal chato. Poesia, você pode ser melhor que isso. Aqui não tenho essa de passar a mão na sua cabeça, mesmo nas idiotices que você fizer. Minha carne é mais que sua ausência de forma. Formais, formadas, formatadas, forçadas e forjadas. Agora vem aqui e diz na minha cara que eu estou errado! Deixe de vomitar as merdas que acostumou sua voz. Concretize-se! Viver não mata! Voar faz parte! Voltar é opcional! Te aguardo aqui de cima. Não morra tão baixa!
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