25 de abr. de 2013

Mito


Tem uma porrada de dor  gritando pra sair, seja pela boca ou pelo meu nariz que não me deixa respirar direito. Sou forçado a ficar correndo loucamente dentro de uma caverna escura, de clima frio e solidão que não me deixa só, apenas quando não quero. Correndo atrás de vultos ilusórios que passam na parede em sintonia com as doces vozes que ouço pra acalmar. Não me fazem bem algum. Sem querer andar e sendo forçado a correr loucamente para cima em uma ladeira íngreme. Escuridão cheia de brilho aqui dentro de mim. Mesmo que no fechar dos olhos essas luzes me venham, uma porção de remota possibilidade me faz acreditar em uma saída daqui. Remota, mas existente. Não faz medo algum estar aqui. Meu receio maior é a cegueira que a permanência pode trazer e não o lugar onde estou.  Luzes demais me deixam sem ver um palmo na minha frente, mas quando escurece, vejo por calor humano, ou seja lá o que for que esteja movimentando-se na minha frente enquanto escrevo isso aqui. 
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