23 de abr. de 2014

Pessoas são encontradas mortas

A violência está cada vez pior em nossa sociedade. Nos últimos dias, vemos em todos os cantos exemplos claros dessa realidade triste e, infelizmente, cotidiana. Vejo crianças morrerem, homens, mulheres, senhores e senhoras. Sinto uma tristeza profunda quando percebo as mortes constantes de cada um. Vejo morrer, viver, morrer, viver e assim viver, ou não.

No sorriso da criança, a vida se cria, mora e não sai mais. A mesma coisa que acontece na gentileza gratuita com o desconhecido, no abraço sincero ou mesmo no beijo apaixonado necessariamente acompanhado de um abraço. A vida também tem morada no desligar dos celulares e na desconexão do mundo em rede. Redes que aprisionam feito os peixes pequenos do lago calmo no final de tarde de sábado.  A vida... Afinal, por onde andará a vida? Na pressa da buzina no trânsito, na folha caindo lentamente da árvore, no fone de ouvido que, como uma porta a sete chaves, cerca, limita e deixa você com o desejado “eu mesmo”?  A vida... Vida que tem missão. Mesmo que ela seja transformada, deturpada, fracionada, perseguida ou mesmo desacreditada por aqueles que pode estar mortos ao seu redor.  A casa dela fica bem ali, é fácil de achar. No simples. Isso, no simples.

Quanto à morte, você decidirá quando encontrá-la. Fecha-se e não se mexa. Fácil como a vida. Até bem mais. Ansiosamente tranqüila e individualmente cheia de gente ao redor. Enquadrada nos filtros e em poucas frases frente a você mesmo no espelho.


Quanto à vida, ela não está registrada. 
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