A violência está cada vez pior em nossa sociedade. Nos
últimos dias, vemos em todos os cantos exemplos claros dessa realidade triste
e, infelizmente, cotidiana. Vejo crianças morrerem, homens, mulheres, senhores
e senhoras. Sinto uma tristeza profunda quando percebo as mortes constantes de
cada um. Vejo morrer, viver, morrer, viver e assim viver, ou não.
No sorriso da criança, a vida se cria, mora e não sai mais. A
mesma coisa que acontece na gentileza gratuita com o desconhecido, no abraço
sincero ou mesmo no beijo apaixonado necessariamente acompanhado de um abraço.
A vida também tem morada no desligar dos celulares e na desconexão do mundo em
rede. Redes que aprisionam feito os peixes pequenos do lago calmo no final de
tarde de sábado. A vida... Afinal, por
onde andará a vida? Na pressa da buzina no trânsito, na folha caindo lentamente
da árvore, no fone de ouvido que, como uma porta a sete chaves, cerca, limita e
deixa você com o desejado “eu mesmo”? A
vida... Vida que tem missão. Mesmo que ela seja transformada, deturpada,
fracionada, perseguida ou mesmo desacreditada por aqueles que pode estar mortos
ao seu redor. A casa dela fica bem ali,
é fácil de achar. No simples. Isso, no simples.
Quanto à morte, você decidirá quando encontrá-la. Fecha-se e
não se mexa. Fácil como a vida. Até bem mais. Ansiosamente tranqüila e
individualmente cheia de gente ao redor. Enquadrada nos filtros e em poucas
frases frente a você mesmo no espelho.
Quanto à vida, ela não está registrada.