14 de abr. de 2015

Pequeno Espaço

E que fique bem claro que tudo o que vou dizer a partir de agora parte de uma tentativa que suspeito não ter sucesso nenhuma. A de me conter em não me jogar no teu abraço pra sempre e fazer desse carro aqui maior e que seja nosso mundo. Agora que você sentou aqui vou tentar te dizer do que penso sobre nós. Nos últimos dias eu tentei estabelecer um acordo comigo mesmo e não mais tocar no assunto. E... pois é. Tá vendo? Não consegui me segurar. Você estava linda. Com um copo de uma bebida qualquer de canudo e uma aparente infantilidade do tom de voz e no sorriso que insistia. Você entrou no carro. Eu não tenho a menor ideia do que aconteceu quando você me olhou e o contraste do brilho dos seus olhos com o seu pingente dourado no pescoço me deixou um pouco hipnotizado.

Eu percebi sua mão tremer e a sua inquietação em se acomodar no banco. Eu aqui do lado esquerdo apenas te olho e fico imaginando em que momento eu posso pular nesse mar cheio de incerteza e uma adrenalina única. Você falou da vida, da música, da amiga, do trabalho...Soltava um sorriso que convidava no final de cada assunto. E eu sorria, apenas sorria. Quando você me tocou, percebi que tinha um carinho por trás de uma adrenalina que fazia você inquieta. Pulei no mar. E o mergulho foi indescritível. Mergulhei mais algumas vezes. E percebi que durante apenas 20 minutos eu estava imerso de tanto sentimento. Nos despedimos e cada vez que lembro de tudo isso, me transporto. Para um espaço pequeno que provou que, para nós, bastou ser pequeno para abarcar tudo isso. Ansioso pelos próximos pequenos espaços e minutos.
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