23 de abr. de 2015

Obrigado

Ouvir o som da tua voz, contar boas histórias e sorrir, apenas sorrir. Lembro bem daquela vez que nos encontramos e você me olhou de um jeito diferente como uma criança olhava um estranho, mas também como uma mulher com um olhar que desejava algo mais. Naquele dia eu não me contive. O perigo de viver cada momento alimentou muita coisa aqui até esgotar tudo. Até não restar mais nada, apenas a lembrança. Apenas o reconhecimento de saber que quando eu fechasse a porta do meu quarto e ficasse deitado olhado pra cima no escuro as coisas ficavam bem mais claras e coloridas. Eu saia dali, viajava e às vezes nem voltava. Foi algo bom. Foi do jeito que era pra ser. Assim me vi apaixonado do jeito que sempre quis. Cheio de força, intensidade, perigo e uma inocência que beirava a infantilidade. Tudo acabou. E quando você me olhar passar na rua, me dá um oi, fala comigo, diz o quanto foi bom. Agora chegou a minha hora de deixar teu nome guardado num lugar bem escondido, trancado e com uma chave que resolvi perder propositalmente. Chegou a nossa hora. Te desejo sorte, amores e o que você foi pra mim. Mas que seja pra sempre pra você.

Obrigado.
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