6 de abr. de 2015

Único

Eram 8h da manhã de um sábado cheio de um sol incrivelmente diferente. Você me ligou cedinho e na extensão de um bom dia que me arrancou um sorriso fácil me disse da saudade que tinha.

De voz, de mim, de estar e de algo que não tinha vivido ainda. Convidei a viver.

Pelo corredor da casa havia umas cores diferentes e assim comecei meu dia. Você se preparava em casa e eu imaginava daqui o que estava pensando, querendo e até do arrependimento que ia bater depois nos dois. Nos encontramos num lugar distante para estar mais perto. Você estava linda.

O cabelo balançava no seu caminhar e meus olhos não conseguiam se dividir entre sorriso, seus cabelos e um ouvido ali para ouvir qualquer coisa que viesse da voz que me viciou.

Sentamos pra almoçar e a conversa fluiu. A tarde passou num raio de tempo e de sol. E quando ele foi embora você me disse que estava ali por mim e por si, mas que nada podia ir além.

Confirmei e isso tudo foi selado num tocar de lábios que me fez parar de pensar em qualquer coisa.

Descendo meu polegar direito do seu olho esquerdo até a sua boca te agradeci por tudo. Num lugar à meia luz próximo dali, os livros e as conversas fizeram sentido. Valeu a pena viver assim sendo tudo único. Ela, a noite e o momento. Foi a gente.
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