9 de set. de 2015

Carta ao réu lúdico amável

Te escrevo esta carta para também me juntar a você. Eu não me contive em me render à contravenção que é sorrir em meio a isso tudo. De deixar cair a lágrima e ser adepto do abraço e do beijo na despedida. Contra a lei, canto a música na janela, espero a carta e o sorriso depois das flores. Mesmo que ele venha numa ligação de uma quarta-feira chata. Me faço errante, desconexo, exagerado, brega, antiquado e absolutamente feliz. Do mar ao abraço, do chão ao fazer voar. Num dizer, num encontrar, num chorar e num batom vermelho.

Assumo minha culpa e minha sentença.

Me junto a ti, prisioneiro.

Me entrego. Sempre me entrego.
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