Depois de uma noite como a anterior, não sei bem o que aconteceu com você. Se mostrou bem arredia com um argumento que eu simplesmente não consegui assimilar. Era impossível que tudo que aconteceu ficasse pra trás como um passe de mágica. Enquanto eu maquinava na minha cabeça um jeito de entrar de cabeça nisso tudo, você simplesmente não me deixou pular. Pode ser um jeito seu de fugir, resistir. Se for isso, era melhor ter falado e deixado bem claro da impossibilidade que você vê. Eu só vejo possibilidades. Fui entrando num lugar iluminado, cheio de cores, música e boa bebida e simplesmente apagaram as luzes, pararam o som e a bebida foi cancelada. Fiquei sem saber bem o que houve. Nesse pouco tempo em que nos conhecemos, seu jeito de ver as coisas, foi uma das coisas que mais me levou pra perto, tinha muito de mim ali. Mas acho que era pouco tempo demais pra saber de todas as coisas que você via. Não consegui entender.
Eu, sincero como uma confissão sacerdotal , escrevi alguns poucos versos simples pra alegrar uma noite, ou dia, ou hora ou sei lá... mas você não veio. Nem em pessoa, nem em vontade, nem ouvidos e nem em intenção.
Volta.