21 de jan. de 2016

Ela toda minha


Ela dá um sorriso e tudo volta ao normal. Ela sorri e já era. Se veste num estilo burguesinha simples. Por vezes com um vestido soltinho, outras vezes lotada de brilho , seja pelas jóias, seja pelo brinco ou pelo sorriso mesmo. Ela tem um cuidado todo especial até para ir na padaria. Ela viaja comigo, em tudo. No pensamento elucubramos sobre a filosofia da vida, sobre o cara do botequim e sobre as intenções do compositor naquela música. Ela ouve o rock e me indica outros sons e sonhos. Ela ouve o Jazz e me indica um caminho diferente. Na estrada sonhamos alto com os maiores destinos. Norte a Sul, Leste a Oeste. A vida não é um modelo pronto com sequências já estabelecidas. Ela quer comigo as consequências. Do desapego do mundo, da vida que disseram que era a melhor e por aí vai. No jornal logo cedo ela debate comigo a economia do país e depois me diz da nova namorada do cara da novela. Na praia, desfila como quem convoca os olhos ao redor. Ela é assim. Ela é ainda mais. Ela é minha. Minha.

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