Pensou eu que o melhor a fazer é me levantar e seguir o meu caminho.Conto com as minhas força para isso, mas elas não correspondem a minha confiança.A moça no restaurante a frente, que antes estava só, agora está acompanhada de seus possível amor.Amor! Que deram eu saber o que realmente é.Fico aqui olhando os fatos e imagens que a cidade me propõe e teorizo sobre o que é realmente amar.Amei a muito tempo.Na verdade ainda amo.O casal em minha frente troca olhares que chegam a exalar um cheiro bom para quem está no ambiente e ao seu redor parecem existir nuvens que fazem do momento ainda mais sublime.É,eu nunca amei.
Vai amor! Me diz quem você é. Me diz quem sou contigo. Me diz se estou contigo.Me diz se está comigo.Ele nada diz.Percebo uma lágrima no meu rosto. Um rosto desfigurado pela desilusão,dúvida e a maléfica incerteza.Minhas forças finalmente me respondem e eu me levanto. Está tão frio.Começo a perceber que o sol lá longe começa a acenar.Vou ao encontro dela. Será que me espera?
Começo a caminhar vendo praças,monumentos,árvores e pedientes mas não vejo solução.Cheguei ainda mais próximo do meu lar. Será que vou? Melhor sentar? Não! Vou continuar meu caminho.O estado da minha camisa e minha gravata traduzem o que realmente sou agora.Meu rosto é um misto de lágrimas e água jogada em mim quando um feliz senhor saía do restaurante.Estou em frente ao meu lar. Vou bater na porta ou é melhor entrar? Entro devagar e subo as escadas passando pelos quadros que retratam minhas antigas glórias.Ouço alguém chorar. Como pode? Mais tristeza? Melhor voltar para rua. Ando rápido, triste, cabisbaixo, chorando, arrependido e ainda incerto. Vejo que o casal ainda está no restaurante e a música do Cadilac mudou.Estou sentado mais uma vez.