15 de set. de 2012

Nada


Não tem mais nada aqui. Não tem sorriso, pranto, sonhos ou qualquer certeza. Não tem mais escuridão alguma. A luz que existia está negra. Estou recluso. Recluso a mim. Quebrando-me em necessidades do algo. Cheio de feridas das ausências. Creio que seja isso: Feridas das ausências. Se for claro, pareço sombrio. Se for sombrio, pareço iluminado demais. Perdão pela minha inocência em querer sentido nas coisas. Tudo era pulsante demais. Chocante demais. Vibrante demais. Gritante demais. Hoje não mais. Nada existe. A pressa em ser mais é predominante, matando o hoje que existe. Mesmo com o nada. É um inferno de iguais. A efemeridade das malícias. E nada, absolutamente nada, existe assim. Posso não estar só.

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